
Gramado Sintético
Reprodução
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, voltou a criticar duramente o uso de gramados sintéticos no futebol brasileiro. Segundo ele, apesar da Fifa autorizar, esses campos não fazem parte das principais competições do mundo e criam distorções competitivas no cenário nacional. Sugeriu até que alguns times com sintéticos não disputem a Série A.
“A Fifa autoriza o campo de plástico, mas esse tipo de campo não existe nas cinco ou seis ligas mais importantes do mundo. Na Argentina também não tem, mesmo com condições climáticas muito mais desfavoráveis. Esse tipo de gramado é usado em lugares onde a temperatura fica abaixo de zero".
Bap sugeriu a proibição do gramado sintético para o "fair play financeiro", pois entende que ninguém devia ter essa vantagem financeira.
“É mais barato de manter. Eu gasto R$ 38 milhões por ano no gramado. O cara que gasta R$ 10 milhões no campo sintético tem vantagem competitiva em relação a mim. Ele joga o ano inteiro em uma condição diferenciada, porque está acostumado. Não devia ser tudo igual? A CBF deveria impor um padrão mínimo de qualidade do gramado".
Antes, metiam pau no Maracanã. Neste ano, vai ter 82 jogos e o gramado está um tapete, porque investimos R$ 6 milhões em maquinário para deixar a grama perfeita
Shows e gramado sintético
Alguns times decidiram utilizar o campo sintético porque recebem muitos shows, que são uma importante fonte de receita. Com o gramado natural, esses estádios teriam muitos buracos. Bap foi duro ao falar sobre isso
"‘Ah, mas eu fiz arena para fazer show'. Então viva de fazer show. Mas não jogue a Série A do Brasileiro. Não tem problema nenhum. Mas futebol tem que ser em grama"
Bap ainda lembrou que diversos atletas têm manifestado desconforto com gramados artificiais, alegando que há indícios de maior risco de lesões.
“É só ver a quantidade de jogadores com lesão. Tem gente que diz que não tem estudo profundo sobre lesões, e é verdade. Mas todo mundo sabe que o jogo é diferente. E, para quem já teve lesões importantes, há estudos claros de que não deveria jogar nesses gramados. De La Cruz, Neymar… esses caras não jogam lá e são muito bem assessorados por médicos. Não tiraram isso da cabeça deles. É óbvio que não é a mesma coisa".
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